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Classificação das epilepsias - International League … - classificacao da liga inglesa


Classificação das epilepsias - International League …-classificacao da liga inglesa

Classifica??o das epilepsias da ILAE:
Relat?rio da Comiss?o de Classifica??o e Terminologia da ILAE
1,2,3Ingrid E. Scheffer, 1Samuel Berkovic, 4Giuseppe Capovilla, 5Mary B. Connolly,
6Jacqueline French, 7Laura Guilhoto, 8,9Edouard Hirsch, 10Satish Jain, 11Gary W.
Mathern, 12Solomon L. Mosh?, 13Douglas R. Nordli, 14Emilio Perucca, 15Torbjorn
Tomson, 16Samuel Wiebe, 17Yue-Hua Zhang, e 18,19Sameer M. Zuberi
Epilepsia, 58(4):512-521, 2017
Doi:10.111/epi.13709
1 Departamento de Medicina, Universidade de Melbourne, Austin Health, Melbourne, Victoria, Austr?lia;
2 Departamento de Pediatria, Hospital Royal Children's, Universidade de Melbourne, Melbourne, Victoria,
Austr?lia;
3 Instituto Florey, Melbourne, Victoria, Austr?lia;
4 Departamento de Neuropsiquiatria da crian?a, Centro de Epilepsia, Hospital C. Poma, Mantova, It?lia;
5 Departamento de Pediatria, Hospital Pedi?trico British Columbia?s, Universidade da British Columbia, Vancouver,
British Columbia, Canad?;
6 Departamento de Neurologia, Escola de Medicina NYU, New York, New York, U.S.A.;
7 Departamento de Neurologia, Universidade Federal de S?o Paulo; Hospital Universit?rio da Universidade de S?o
Paulo, S?o Paulo, Brasil;
8 Hospital Universit?rio INSERM U 964, Estrasburgo, Fran?a;
9 ID?E, Lyon, Fran?a;
10 Centro de Epilepsia Indiano, New Delhi, ?ndia;
11 Departamentos de Neurocirurgia, Psiquiatria e Medicina Biocomportamental, Escola de Medicina David Geffen,
UCLA, Los Angeles, Calif?rnia, U.S.A.;
12 Departamento de Neurologia Saul R. Korey, Departamento de Neuroci?ncias Dominick P. Purpura e
Departamento de Pediatria, Escola de Medicina Albert Einstein e Centro M?dico Montefiore, Bronx, Now York,
U.S.A.;
13 Divis?o de Neurologia, Hospital Pedi?trico de Los Angeles, Calif?rnia, U.S.A.;
14 Instituto Nacional de Neurologia C. Mondino e Unidade de Farmacologia Cl?nica, Universidade de Pavia, Pavia,
It?lia;
15 Departamento de Neuroci?ncias Cl?nicas, Instituto Karolinska, Stockholm, Su?cia;
16 Departamento de Neuroci?ncias Cl?nicas e Ci?ncias de Sa?de Comunit?ria, Universidade de Calgary, Calgary,
Alberta, Canad?;
17 Departamento de Pediatria, Primeiro Hospital Universit?rio de Peking, Beijing, China;
18 Grupo de investiga??o de Neuroci?ncias Pedi?tricas, Unidade de Neuroci?ncias Fraser of Allander, Royal
Hospital for Children, Glasgow, Reino Unido;
19 Escola de Medicina, Universidade de Glasgow, Glasgow, Reino Unido
Resumo
A Classifica??o das Epilepsias da Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE, "International
League Against Epilepsy") foi atualizada de modo a refletir o atual conhecimento da epilepsia
e seus mecanismos, tendo em conta os avan?os cient?ficos que tiveram lugar desde a ?ltima
classifica??o, ratificada em 1989. Sendo um instrumento decisivo para o m?dico na sua pr?tica
cl?nica, a classifica??o das epilepsias deve ser relevante e din?mica para a mudan?a de
mentalidades, ainda que robusta e capaz de ser traduzida em todas as regi?es do globo. O seu
objetivo prim?rio ? o diagn?stico dos doentes, mas ? tamb?m crucial para a investiga??o em
epilepsia, para o desenvolvimento de terapias antiepil?ticas e para a facilita??o da comunica??o
entre profissionais em todo o mundo. A nova classifica??o tem origem num rascunho submetido
a discuss?o p?blica em 2013 e incorpora os coment?rios da comunidade internacional da ?rea
da epilepsia ao longo de v?rias etapas de ausculta??o p?blica. Assenta em tr?s n?veis, sendo o
primeiro o tipo de crise, em que se assume que o doente tem crises epil?ticas tal como definido
pela nova Classifica??o de Crises da ILAE 2017. Depois do diagn?stico do tipo de crise, o n?vel
seguinte ? o diagn?stico do tipo de epilepsia, que inclui epilepsia focal, epilepsia generalizada,
epilepsia focal e generalizada em conjunto, e tamb?m um grupo de epilepsias de tipo
desconhecido. O terceiro n?vel ? o da s?ndrome epil?tica, em que ? estabelecido um diagn?stico
sindrom?tico espec?fico. A nova classifica??o incorpora a etiologia em cada um dos n?veis,
dado que esta tem implica??es terap?uticas significativas. A etiologia foi subdividida em seis
subgrupos, estabelecidos de acordo com as potenciais consequ?ncias terap?uticas de cada um.
Novos termos foram ainda introduzidos, tais como encefalopatia epil?tica e do
desenvolvimento. O termo "benigna" ? substitu?do pelos termos autolimitada e
farmacossens?vel, a aplicar conforme apropriado. Espera-se que este novo enquadramento
contribua para a melhoria dos cuidados e investiga??o em epilepsia no s?culo XXI.
Palavras-chave: classifica??o, s?ndromes epil?ticas, terminologia, etiologia
PONTOS-CHAVE:
- A ILAE apresenta um novo enquadramento para a Classifica??o das Epilepsias, elaborado
para uso em combina??o com a classifica??o dos tipos de crises.
- Os n?veis de diagn?stico s?o: tipo de crise, tipo de epilepsia (focal, generalizada, focal e
generalizada em conjunto, desconhecida) e s?ndrome epil?tica.
- O diagn?stico etiol?gico deve ser considerado desde o in?cio e em cada passo do processo
diagn?stico; a epilepsia de um doente pode ser classificada em mais do que uma categoria
etiol?gica.
- O termo "benigna" ? substitu?do pelos termos autolimitada e farmacossens?vel, a usar
conforme apropriado
- O termo "encefalopatia epil?tica e do desenvolvimento" pode ser aplicado no seu todo ou
referindo apenas uma das partes, de acordo com o que for mais adequado.
A ILAE tem-se esfor?ado por melhorar a classifica??o das epilepsias quase desde a sua
funda??o, em 1909, destacando-se neste per?odo de tempo os novos conceitos propostos por
Henri Gastaut na d?cada de 19601-3. Nas duas d?cadas seguintes, um intenso debate e a
aquisi??o de novos conhecimentos culminaram na "Classifica??o de epilepsias e s?ndromes
epil?ticas"4 da ILAE de 1985, a que se seguiu, pouco depois, uma vers?o revista e ratificada
pela Assembleia Geral da ILAE em 19895. A Classifica??o de 1989 foi muito influente no
mundo inteiro e teve um grande impacto nos cuidados e investiga??o em epilepsia. O trabalho
aqui apresentado assenta nos esfor?os de muitos ao longo de mais de um s?culo; reconhecemos,
pois, os seus contributos no desenvolvimento da classifica??o das epilepsias.
Apesar de muitos conceitos referidos na classifica??o da ILAE de 1989 permanecerem
ainda v?lidos nos dias de hoje, foi-se tornando ?bvia a necessidade de uma revis?o da
classifica??o de modo a incluir as descobertas cient?ficas que ao longo das ?ltimas d?cadas
moldaram o nosso entendimento das epilepsias, bem como a nossa abordagem ao diagn?stico
e tratamento de doentes com epilepsia.
A classifica??o das epilepsias ? um instrumento cl?nico central na avalia??o de um
indiv?duo que se apresenta com crises epil?ticas. Influencia todas as decis?es m?dicas mas o
seu impacto vai muito para al?m do n?vel cl?nico, abrangendo a investiga??o cl?nica e b?sica e
o desenvolvimento de novas terapias. A classifica??o tem v?rios objetivos: fornecer uma
estrutura para a compreens?o do tipo de crises de um doente, ajudar a prever que outros tipos
de crises s?o mais prov?veis de ocorrer naquele indiv?duo, identificar os potenciais
precipitantes de crises e, com frequ?ncia, estabelecer o seu progn?stico. A classifica??o
esclarece tamb?m os riscos de comorbilidades, incluindo dificuldades de aprendizagem, d?fice
cognitivo, dist?rbios psiqui?tricos como nas perturba??es do espetro do autismo, assim como
o risco de mortalidade, por exemplo, na "morte s?bita e inesperada em epilepsia" (SUDEP,
"Sudden Unexpected Death in Epilepsy"). ? de notar ainda que a classifica??o auxilia com
frequ?ncia a escolha do tratamento antiepil?tico.
A classifica??o das epilepsias evoluiu de forma substancial desde a vers?o inicial,
datada da d?cada de 19606-9. As v?rias revis?es da classifica??o que se seguiram refletem os
avan?os na compreens?o dos padr?es fenot?picos e dos mecanismos subjacentes, tendo em
conta os grandes contributos da investiga??o cl?nica e b?sica em todo o mundo. Estes
conhecimentos t?m sido incorporados nas v?rias vertentes dos cuidados cl?nicos aos doentes e
contribuem para o progresso no desenvolvimento de tratamentos inovadores, sejam eles
farmacol?gicos ou terapias diet?ticas, sejam abordagens cir?rgicas ou o desenvolvimento de
novos dispositivos. A classifica??o ser? sempre um processo din?mico, renov?vel face aos
conhecimentos provenientes da investiga??o e da nossa compreens?o deste grupo heterog?neo
de doen?as. A evolu??o ? cont?nua e promete melhorar os cuidados aos doentes no futuro.
A discuss?o em volta da classifica??o ? intensa. Isto deve-se, por um lado, ao facto de
ser constru?da sobre conceitos cl?nicos complexos e, por outro lado, ao facto de ser t?o
importante na nossa pr?tica cl?nica. A classifica??o baseou-se na opini?o de peritos,

Quais são as principais características da língua inglesa?Em inglês há cinco letras vogais no alfabeto. •Os sons do inglês são escritos com letras do alfabeto Inglês, como vogais ou consoantes. Todas as palavras em inglês são escritas com letras de vogal. Monotongos e Ditongos •Vogais simples são chamados de monophthongs.